FeLV

FeLV é a sigla de “Leucemia Viral Felina”, uma doença infecciosa, altamente transmissível, causada por um retrovírus. A contaminação ocorre através do contato direto e do contato com secreções como saliva, fezes e urina dos gatos infectados. A transmissão também pode ser transplacentária, ou seja, da mãe para os filhotes no momento da gestação. Os felinos que têm o habito de se lamberem entre si, dividem os mesmos utensílios como vasilhas de agua e comida e vivem em contato intimo com animais positivos estão em risco de contaminação.  

Embora exista a possibilidade de prevenção com testes e vacinas específicas, o Brasil ainda vive um momento de altas incidências da doença, chegando a 47% (Coelho, 2011) da população acometida em algumas regiões. Enquanto isso, outros países estão conseguindo controlar a enfermidade, a incidência nos EUA, Europa e Japão varia entre 1 a 5%. (Wetsman, 2019).

o Brasil ainda vive um momento de altas incidências da doença, chegando a 47% da população acometida em algumas regiões
— Coelho, 2011

A falha na medicina preventiva acontece porque inicialmente a doença é silenciosa. Isto é, os gatos podem viver assintomáticos, transmitindo o vírus durante meses a anos. Aparentemente saudáveis, são colocados em contato com outros gatos antes de serem testados e vacinados.

Porém, a partir do momento que o vírus se manifesta, a doença evolui de forma grave e irreversível. Os gatos podem apresentar quadros de anemia severa, imunossupressão e/ou desenvolvimento de câncer como linfomas e leucemias, pouco responsivos a tratamentos. A doença não tem cura e a sobrevida dos gatos acometidos é baixa, sendo que depois que iniciam as manifestações, varia de algumas semanas a poucos anos e a média de vida de um filhote portador do vírus é de 3 anos.

Como a doença pode ficar assintomática por períodos longos, todo gato precisa ser testado para sabermos se ele já teve contato com o vírus ou não. E só assim, saberemos que não estará transmitindo o vírus e poderá viver em contato com outros felinos.

O teste de diagnóstico da FeLV é simples, realizado através de exames de sangue para sorologia e/ou PCR. Devido a alta complexidade da patogenia do vírus, o ideal é que seja realizado os dois testes, além da possibilidade de ser necessário repeti-los ao longo da vida. Entretanto, no mínimo um teste sorológico deve ser realizado de triagem assim que os gatos são recém adquiridos (adotados da rua, de abrigos, gatis e etc).

Teste sorológico com pesquisa de antígenos do vírus de FELV

Teste sorológico com pesquisa de antígenos do vírus de FELV

Gatos com risco de infecção (filhotes até um ano de idade, adultos que vivem em ambientes com mais de 3 gatos, os que tem acesso a rua, os que vivem em contato com um outro animal positivo ou de estado viral desconhecido) devem ser vacinado com a vacina V5 anualmente.

A baixa realização de testes precocemente e a baixa utilização da vacina V5 tem sido uma das responsáveis pela alta disseminação do vírus dentro da população brasileira de felinos. Isso, associado ao costume de adotar novos gatos e juntá-los com os antigos moradores felinos da casa sem antes ter sido informado sobre os cuidados preventivos de doenças infecciosas, como a FeLV.

Assim, recentemente foi lançado uma campanha para aumentar a conscientização de veterinários, tutores e protetores onde incentiva todos os gatos a serem testados e aumentar a taxa de vacinação com V5. Juntos, podemos disseminar informação para salvar e prevenir os gatos dessa triste doença.

Anterior
Anterior

Vacinação em gatos

Próximo
Próximo

PIF – Tudo que você precisa saber